O
nada
seria
Um
caminho sem rumo,
O
céu sem estrelas,
O
rio sem água,
A
água sem peixes,
A
flor sem perfume
O
nada seria
O
rebanho sem pastor,
O
pastor sem ovelhas,
A
TV sem a novela
E
a
novela
sem
o
ator.
O
nada seria
O
paraíso sem calmaria,
A
calmaria sem a paz,
A
paz em meio a guerra
E
a guerra sem motivo que destrói a Terra.
O
nada é
O
verso sem amor,
O
amor
sem
o
ardor,
O
ardor
sem
arder
E
a ferida sem doer.
O
nada é
O
vazio de se perder
Na
distancia entre eu e você
E
o desejo sem se realizar,
De
simplesmente,
Te
ver.
(Goiânia,
05/11/2002)

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