29 de setembro de 2011

O nada




O nada seria
Um caminho sem rumo,
O céu sem estrelas,
O rio sem água,
A água sem peixes,
A flor sem perfume

O nada seria
O rebanho sem pastor,
O pastor sem ovelhas,
A TV sem a novela
E a novela sem o ator.

O nada seria
O paraíso sem calmaria,
A calmaria sem a paz,
A paz em meio a guerra
E a guerra sem motivo que destrói a Terra.

O nada é
O verso sem amor,
O amor sem o ardor,
O ardor sem arder
E a ferida sem doer.

O nada é
O vazio de se perder
Na distancia entre eu e você
E o desejo sem se realizar,
De simplesmente,
Te ver.


(Goiânia, 05/11/2002)


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