Eu sei que você,
Por sua própria escolha,
Quis se esconder de mim.
E eu, por amor, permiti
Que se afastasse sim,
Mesmo sabendo que, por isso, iríamos sofrer.
Filho, onde quer que fosse
Eu estaria sempre contigo.
Andaste pelo mundo
Procurando consolo e abrigo,
E não percebeste que sou eu
O seu verdadeiro amigo.
Nada no mundo te satisfaz,
Pois o teu coração é grande de mais.
Somente meu amor por ti
Preenchem os espaços que ainda existem nele.
Por que eu sou o teu Deus!
O Deus de amor,
O Deus da amizade,
O Deus da tua vida.
Novamente eu te chamo.
Tu és meu filho!
Venha sentir o quanto te amo,
Olhe para a maior prova de amor
Que alguém poderia te dar:
Veja meu sacrifício na cruz!
Você não precisa mais se maltratar,
Tudo o que eu te peço, é um pouco de atenção.
Este é o momento de nossa reconciliação!
Se eu permiti esta queda, foi para que você
Percebesse que longe de mim,
Não consegue mais viver.
Também sofri, afinal sou Pai,
O seu Pai!
Porque não me chamaste?
Eu estava ao teu lado,
Sempre atento aos teus passos,
Esperando um pedido teu pra te carregar no colo.
Sim, você errou!
Mas qual o filho que não erra?
Por isso sou todo amor,
Sou perdão...
Vem meu filho.
Eu estou aqui pra te renovar,
Pra te curar e principalmente te amar.
Não quero te ver perdido no mundo,
Morrendo a cada pecado.
Eu venho te resgatar
Pra te dar a minha herança.
É... você é meu herdeiro
Meu servo guerreiro
E contigo quero viver.
(Goiânia, 30/07/200).

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