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8 de julho de 2011
Fome
Nos sertões e nas caatingas
Secas, completamente secas,
Falta dinheiro, falta trabalho
Falta água, falta comida
Para alimentar as famintas barrigas.
Sobra tristeza, sobra miséria
Sobra doença, morte e fome.
No Sul e no Sudeste
Tem trabalho e pouco salário
Tem alimento sim,
Mas às vezes, é escasso.
No Planalto Central,
Em nossa Capital Federal
A roubalheira continua.
Sempre impunes, os criminosos políticos
Acumulam nossa fortuna
Enquanto isso, nem pensam
Nos carentes
Que pra eles
São como indigentes
Sem importância, sem valor
Lembrando-se deles só em ano de eleição
Pra novamente usá-los em exploração.
Na campanha política, é fácil e vantajoso
Atender o simples pedido
De saborear um prato gostoso,
Mas depois, a pobreza
Volta a ser um problema “esquecido”.
Que tristeza, que vergonha
Enquanto os governantes têm
Auxílio moradia, auxilio combustível
E besteiras mais,
O pobre eleitor,
Pelas falsas promessas iludido,
Volta a passar fome
Sem que seja atendido o seu pedido.
Deve ser angustiante
Para um homem ver seu filho
Passando fome
E não poder atender o pedido
De seu filho sofrido,
Pela dor que muito consome.
Consome até enfraquecer
Podendo leva-lo a falecer
De fraqueza e desnutrição.
Ai meu Deus, quando será
Que a Renda Nacional alcançará
Estes teus pequeninos filhos famintos?
E quando os governantes
Deixarão de ser ignorantes
Em relação ao mal que mata o homem do Nordeste,
Ou seja, a fome?
Goiânia, 19/06/2001.
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