29 de julho de 2011

Desabafo de um poeta


Por que será que nunca somos compreendidos?
Será que é pelo fato de estarmos com as letras envolvidos?
Ou será por que nossas vidas, com versos de amor, partilhamos?

Seja lá qual for a desculpa
A verdade é que o mundo,
De tudo nos culpa!

Nós temos culpa por termos a sensibilidade
De trabalhar no mundo do dinheiro
Com a mais pura simplicidade.
Simplicidade que não admite ganância
Fazendo-nos trabalhadores da esperança
Na luta contra a arrogância
Que nos mantém sempre em longa distância.

Nos chamam de vagabundos
Por que procuramos no mundo
Inspirações pro nosso tudo,
Para o que nos completa,
Pois essa é a doce missão do poeta.

Ou seria ainda, a podridão invejosa
Dos insensíveis, que são incapazes
De passar pro papel a beleza de uma rosa?

Não sei o porquê deste preconceito
Só sei que sou feliz!
Sou feliz, porque o dom de ser poeta, eu aceito.



(Goiânia, 26/04/2001)

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