Hoje, um programa de rádio teve como tema, o sistema de cotas para alunos das escolas publicas na Universidade Federal de Goiás. O que me deixou mais triste é que a maioria dos participantes – presentes no estúdio da rádio e por meio de telefone, e-mail, etc. – se declararam a favor de reservarem 20% das vagas disponíveis.
Infelizmente o jeitinho brasileiro de levar vantagem falou mais alto. As pessoas hoje estão querendo mais facilidades em uma época em que o diferencial é a capacidade de alcançar resultados, pela competência de cada um.
De fato, é um grande problema, o difícil acesso a universidade pelas camadas mais carentes, mas o problema real não está na criação destas cotas. A educação brasileira está longe de ser a ideal. Recentemente no fantástico, foi veiculada uma matéria falando da nossa educação, onde crianças terminavam a fase do ensino fundamental sem saber ler direito. E mais, jovens que estavam às vésperas de completarem o ensino médio sem conseguir entender o que estava escrito em um pequeno texto. Eu pergunto: é justo que um jovem nestas condições entre na universidade só porque estudou em escola publica?
A solução do problema não é essa, com as cotas o governo mais uma vez maquia a realidade nacional e começa a criar um novo e grave problema: universitários sem estarem realmente preparados para ingressar em uma faculdade.
Acredito que a atitude mais correta é investir na educação, ensino médio e fundamental devem ser levado mais a sério pelo governo.
É lamentável a situação da nossa educação. Tenho parentes e amigos professores que tem a mesma reclamação: “Não podemos reprovar aluno nenhum!” Essa é uma recomendação do nosso governo, por isso, os professores precisam inventar atividades para dar nota para os alunos desinteressados para que eles não sejam reprovados, e pior, sem precisar ter aprendido o conteúdo. Atitudes como essa, contribuem para a falência da educação brasileira.
Não sei ao certo, mas há alguns meses atrás, no interior do estado de São Paulo algumas professoras foram agredidas fisicamente por alunos dentro da escola. Com certeza essa selvageria é fruto dessa política que o governo criou para poder assim apresentar às Nações Unidas números favoráveis, porém mentirosos, sobre nossa educação para assim receber mais investimentos, que na prática, não chegam ao povo para o qual ele é destinado.
Sem dúvida nenhuma exponho minha opinião neste artigo: criação de cotas só agrava a discriminação, em breve pessoas serão conhecidas por entrarem na universidade só porque são negras ou são pobres porque estudaram em escolas publicas. Esse sistema é um passo de retorno, um retrocesso na educação. E essa polemica só esta sendo levantada, porque a corrupção continua soberana na política brasileira. Nenhum político tem interesse em melhorar a educação, e o motivo é simples: quanto mais ignorante for mais manipulável se torna a população, assim fica fácil conseguir se eleger nas eleições.
Enquanto a educação não melhora, dou um conselho:
Ao invés de relaxar e gozar, o jeito é acordar e estudar!!
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